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2021

Omnia

O trabalho desenvolveu-se em torno de um questionamento sobre o conceito de aprendizagem. Tendo como referência de metodologia de trabalho a ideia de exploração do espaço performativo, foi nosso objetivo tornar este processo criativo numa experiência co-presente, em que o espaço coreográfico se torna simultaneamente em experiência dos participantes, dos interpretes e do público.

“Há uma história oriental que nos pode ensinar algo nesta situação. É a de um monge que tem por tarefa levar um mocho mágico, dentro de um saco, de um lado ao outro da cidade. O mocho diz-lhe: vou contar-te algumas histórias acerca da minha vida, actos bárbaros que pratiquei e actos generosos. Sempre que julgares os meus actos eu desapareço e tu és obrigado a começar de novo. Assim foi: o animal contou então uma das suas façanhas medonhas e o monge não resistiu a dizer: isso é mau! Resultado: de imediato o mocho desapareceu do saco e o homem viu-se obrigado a voltar ao ponto de partida, onde o animal mágico o esperava para relembrar: Se me queres não me podes julgar. Falhou mais duas vezes o monge, pois a meio do caminho descuidava-se e, por palavras ou pensamentos, aprovava ou desaprovava as histórias contadas. À quarta tentativa conseguiu, finalmente. Ouviu histórias, do princípio ao fim, e não as julgou. Conseguiu, assim, levar o mocho até ao outro lado da cidade. A aprendizagem terminava.“

Tavares, G.M. ( 2010 ) Histórias Falsas, pag. 49

In | Extense Space

IN | EXTENSE SPACE explora a noção de espaço coreográfico baseado na conceção de espaço como um conceito relacional dinâmico sugerindo que o espaço coreográfico seja construído num espaço intensivo, numa rede espaço-temporal transitória de forças, vetores e tensões, processuais e instáveis e, inevitavelmente, experienciais.
Com a descoberta dos neurônios-espelho no córtex, sabemos que quando um sujeito executa uma ação ou quando um sujeito vê uma ação a ser executada, estes neurônios disparam.
Quando observamos alguém a movimentar-se, são ativados circuitos motores no cérebro que não resultam directamente dos nossos movimentos, mas sim de uma experiência mental desses movimentos.
O trabalho propõe que o espaço performativo se torne numa experiência co-presente e que se tome consciência de que, essa experiência, existe em qualquer experiência de espaço coreográfico, seja essa experiência de participantes, intérpretes ou público.

Com: Catarina Almeida; Cristina Mendanha; Gabriela Barros; Paulo Mesquita; Peter Michael Dietz

2020

M_e_m_u Coreografar Memórias

m_e_m_u divide-se em dois momentos distintos: um primeiro trabalho de exploração e construção coreográfica, em formato de oficina, e um segundo momento onde apresentamos ao público o resultado desse processo em formato vídeo dança. Em m_e_m_u, arriscamos uma experiência performativa onde as memórias dos participantes são o ponto de partida. Neste projeto marcamos encontro entre a estrutura de dança Arte Total e o grupo de jovens Padre David de Oliveira Martins para, juntos, descobrirem como um espaço coreográfico pode ser um espaço de relações, onde diferentes forças e tensões se cruzam, para produzir um objeto em permanente construção.

Parceiro Circuito – Serviço Educativo Braga Media Arts (gnration): Arte Total, Centro Social Padre David de Oliveira Martins

Formadores: Arte Total | Cristina Mendanha ; Gabriela Barros

Vídeo : Catarina Almeida

Nota: o vídeo produzido no contexto deste projeto foi musicado pela ODE – Orquestra de Dispositivos Eletrónicos

Call - alunos Arte Total

Nas últimas décadas, a intensificação dos deslocamentos a nível global acelarou de forma irreversível as trocas interculturais, contribuindo para as novas realidades sociais. Cada vez mais, o conhecimento transita de um lugar para o outro, promovendo intercâmbios visíveis e invisíveis, e interferindo nas realidades com as quais entram em contacto. Os deslocamentos que proliferam na atualidade gerando realidades transculturais, tendo a dança o potencial de ampliar possibilidades de tradução e negociação, já que quem dança, tendencialmente, percebe informações diferenciadas da cultura, por via do corpo. 

Coreógrafo – David Ramalho

Performers – Alunos da Arte Total

2019

quan-tos que-res

A Companhia de Dança Arte Total estreou em Julho de 2019, no Theatro Circo de Braga, a criação Quan-tos-Que-res. O espectáculo resulta de um desafo lançado ao actor António Durães para dirigir a companhia de dança, na criação de um espectáculo sobre o tema/pergunta o que é correr riscos? A exploração dramatúrgica de António Durães conduziu-nos para o universo do jogo infantil e da manipulação do tempo, na forma como as crianças param o tempo através do jogo, se projetam no futuro como adultos e arriscam novas poéticas nas múltiplas gramáticas do movimento que criam. O ponto de partida foi o “teste Pina” em que o adulto visita o seu passado para testar se as suas expectativas de futuro correspondem à sua realidade atual. É um teste que, quase sempre, falha e que explica a nossa realidade, enquanto adultos.

Direcção Artística: Cristina Mendanha

Encenação e Dramaturgia: António Durães

Performers: Armando Pinho; David Ramalho; Gabriela Barros; Inês Pereira 

Música: David Ramalho; Inês Pereira, Arte Total escola

Bateria: André Hollanda

Direcção Técnica e Desenho de Luz : Sérgio Julião

Fotografia: Paulo Nogueira; Cristina Mendanha; Diário do Minho

2018

Mnemosine

Das múltiplas possibilidades de pensar a memória interessou-nos as relações entre lembrar e narrar. Dos pedaços de memória que foram ficando, as palavras foram sendo transformadas em corpos e em movimentos. Assim, os fragmentos foram-se construindo na prática e na teia do discurso dos interpretes co-criadores. Com uma forte herança de um século emergente em novos códigos artísticos e um passado recente onde se consolidam novas tecnologias surgidas no século anterior: a fotografia ou o cinema, que nos sensibilizaram para novas formas de percepção da realidade e da noção de arte, impôs-se uma relação dialéctica num jogo caleidoscópico em que as conexões entre memória e movimento se formaram num quadro de concretizações. A experiência da criação, neste trabalho, reside na dificuldade que fomos encontrando e combatendo. Novos sentidos e novas imagens remetem-nos duplamente para o hoje e o ontem: a única leitura possível do presente.

Atelier com Jardim de Infância Bairro da Alegria

São objectivos do programa a promoção da ideia de uma educação artística contínua, contrária à ideia de rapidez na assimilação de metodologias; a valorização da criação e produção artística com ligação à comunidade, às instituições culturais do concelho e à rede escolar (Agrupamento de Escolas| Comunidade de emigrantes| associações culturais) e a inclusão e interligação de saberes, diluindo as fronteiras estanques entre as artes, disciplinas e tecnologias, com um foco nas práticas artísticas contemporâneas.

ateliers com Agrupamento de Escolas Dr. Francisco Sanches

Considerando a educação artística nas suas várias vertentes, de grande importância para o bom desenvolvimento psicossocial, emocional e motor da criança, o departamento da educação pré-escolar definiu as Expressões Artísticas, como prioridades educativas para o desenvolvimento do seu projeto, indo de encontro aos objetivos do Plano de Melhoria do Agrupamento de Escolas e à Rede Escolar de Educação Intercultural (REEI).